#FiqueEmCasa

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“Nós estamos aqui por você. Por favor, fique em casa por nós”.

Excepcionalmente, este post não tem conteúdo jurídico. Também não tenho a mínima pretensão de discutir questões médicas, pois não possuo conhecimento para isso. Este texto é, na verdade, um pedido.

Estamos atravessando uma pandemia. Embora não seja inédito na história da humanidade, é algo sem paralelo vivenciado pela minha e tantas outras gerações. Vários brasileiros, aparentemente, ainda não perceberam a seriedade da situação, apesar dos massivos apelos realizados por diversos meios de comunicação. Muitos desses incrédulos estão afetivamente bem perto de nós, na nossa família, no nosso círculo de amizades.

Um pequeno retrato a partir de dados estrangeiros talvez nos ajude a visualizar a dimensão do desafio a que fomos convocados a enfrentar, em especial no Brasil, onde vivo, embora a batalha seja global.

Em 23.02.2020, a Itália registrou aproximadamente 150 casos e 3 mortes causadas pelo coronavírus. Lá, até então, inúmeras pessoas ainda não acreditavam na gravidade do problema. As estatísticas precisas estão aqui, em matéria publicada na ocasião.

Cerca de 3 semanas depois, em 14.03.2020, a contagem já se aproximava dos 18 mil casos e quase 1.300 morreram em razão do covid-19. As informações estão nesta reportagem divulgada naquele momento.

Em 20.03.2020, os italianos somavam 47.021 contaminados e 4.032 mortos vítimas do coronavírus, recorde de óbitos no planeta, superando a China, onde surgiram as primeiras ocorrências. E o número de contágios ali no sul da Europa ainda está crescendo, conforme notícia disponível neste link, em idioma daquele país.

Somente 2 casos de coronavírus tinham sido confirmados em solo brasileiro em 01.03.2020 (confira aqui). Essa realidade mudou bastante em curto período. Segundo noticiado, até 20.03.2020 o Brasil contabilizou ao menos 904 pessoas infectadas e outras 11 perderam a vida em complicações causadas pela doença.

A curva ascendente de contaminações e mortes é muito rápida. É importantíssimo que achatemos essa curva. Os casos aumentarão imensamente em questão de dias se não forem adotadas medidas de distanciamento social, podendo colapsar nosso já combalido sistema de saúde e elevar ainda mais a quantidade de vítimas.

Precisamos, mais do que nunca, de senso de responsabilidade. Obedeçamos rigorosamente as recomendações das autoridades sanitárias e profissionais de saúde, implementemos medidas preventivas e mantenhamos a serenidade. Isolados fisicamente, mas juntos no propósito. Mais um dos paradoxos do nosso tempo.

A situação é extremamente séria. Ficar em casa significa salvar vidas e é uma das maneiras como boa parte da população pode e deve contribuir. Saia somente se e quando for imprescindível. Este difícil momento passará e certamente colheremos dele valiosas lições. Sigamos firmes.

Avanço para o nono dia de confinamento em Brasília/DF, iniciado numa sexta-feira 13, por mera coincidência. A você, por você e por todos nós, eu peço: fique em casa.

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